Área de produção.
Este setor caracteriza-se pela presença de, pelo menos, quatro tanques integrados num conjunto de estruturas associadas à transformação e armazenamento de produtos.

Provável lagar, associado à produção da villa romana.
Neste setor são visíveis, até o momento, quatro tanques, um dos quais poderá corresponder ao lacus, destinado à recolha do mosto, bem como uma plataforma central que poderá identificar-se como calcatorium, espaço utilizado para a pisa da uva. Foram ainda identificados compartimentos associados ao armazenamento, hipótese sugerida pela presença de numerosos dolia, grandes contentores cerâmicos usados para armazenar produtos agrícolas. No entanto, os dados atualmente disponíveis ainda não permitem confirmar que este conjunto corresponda a um lagar de vinho.
Os trabalhos arqueológicos permitiram identificar diferentes fases de ocupação e reorganização deste espaço, sugerindo que o edifício de produção, provavelmente associado a um lagar, conheceu pelo menos três fases de construção e remodelação ao longo da sua utilização.
A escavação dos tanques 3 e 4 permitiu compreender que estas estruturas pertencem a uma fase mais antiga de ocupação, datável dos inícios do século I d.C., e que terá sido abandonada ou parcialmente arrasada durante o século II d.C. Estas estruturas foram posteriormente cortadas pelos muros que definem os compartimentos atualmente visíveis, correspondentes a uma segunda fase de reorganização do espaço. É ainda possível que a construção do calcatorium e do tanque 1, interpretado como possível lacus, represente uma terceira fase construtiva.
Apesar de alguns indícios apontarem para uma possível função vinícola, os dados atualmente disponíveis — incluindo os resultados das análises por GC–MS aos resíduos orgânicos preservados em fragmentos de dolia — não são conclusivos e não permitem confirmar com segurança que este conjunto corresponda a um lagar de vinho.
Os materiais arqueológicos recuperados, nomeadamente ânforas de produção regional, cerâmica de paredes finas e terra sigillata, apontam para uma ocupação deste espaço entre os inícios do século I d.C. e, possivelmente, os inícios do século IV d.C.

Conheça o Priamus, um servo que trabalha na Villa Romana de Santa Catarina de Sítimos, personagem criada pelo projeto SITIMUS para interagir com os visitantes e dar a conhecer, de forma acessível, os resultados das escavações arqueológicas atualmente em curso no Setor B, numa viagem pela área de produção da villa romana.
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