Sector A: “Termas”

Provável complexo termal da domus da villa.

Esta área poderá corresponder à zona termal da residência principal do proprietário da villa romana, onde os habitantes tomavam banho e usufruíam de espaços aquecidos. Contudo, até ao momento, não foram encontrados vestígios de hipocausto, o sistema romano que permitia aquecer os pavimentos e as paredes através da circulação de ar quente.

Os trabalhos arqueológicos permitiram identificar diferentes fases de ocupação e construção neste espaço, sugerindo que o complexo termal da Villa Romana de Sítimos conheceu pelo menos três fases de construção e ampliação ao longo da sua ocupação.

Sob o edifício termal atualmente visível foram descobertos vestígios de uma construção mais antiga, incluindo um compartimento com uma estrutura de combustão semelhante a um fogão. Esta fase mais antiga poderá remontar aos primeiros momentos de ocupação da villa, anteriores a meados do século I d.C.

O edifício inicial, composto por apenas três salas, foi sendo progressivamente ampliado e melhorado, integrando, em determinado momento, uma grande piscina (natatio) com cerca de 21 metros de comprimento por 8 metros de largura. A dimensão desta estrutura destaca-se no contexto das villae romanas conhecidas em Portugal.

Apesar de ainda não ser clara a presença de um sistema de hipocausto, alguns indícios parecem indicar a sua existência.

Os materiais arqueológicos recuperados, em particular a cerâmica fina (terra sigillata) e as ânforas, apontam para uma ocupação deste espaço entre os inícios do século I d.C. e o pleno século V d.C.

Conheça o Lucius, o dominus da Villa Romana de Santa Catarina de Sítimos, personagem criada pelo projeto SITIMUS para interagir com os visitantes e dar a conhecer, de forma acessível, os resultados das escavações arqueológicas atualmente em curso no Setor A, numa viagem pela área termal da villa romana.

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